SAFRA DE CACAU EM GANA COM EXPECTATIVA POSITIVA, MAS DOENÇAS, CLIMA HOSTIL E O ABANDONO DA COCOBOD PERSISTEM

Os produtores de cacau de Gana demonstram expectativa positiva em relação à temporada 2025/2026, com sinais de recuperação após quedas sucessivas na produção. A melhora na floração e no desenvolvimento das vagens indica uma possível colheita mais robusta, mesmo com os desafios persistentes relacionados à escassez de insumos agrícolas e à irregularidade climática. Nos últimos […]

Os produtores de cacau de Gana demonstram expectativa positiva em relação à temporada 2025/2026, com sinais de recuperação após quedas sucessivas na produção. A melhora na floração e no desenvolvimento das vagens indica uma possível colheita mais robusta, mesmo com os desafios persistentes relacionados à escassez de insumos agrícolas e à irregularidade climática.

Nos últimos anos, a produção de cacau no país sofreu retração devido ao avanço de doenças nas plantações, impactos das mudanças climáticas e à atividade intensiva de mineração ilegal de ouro, que tem destruído áreas cultiváveis e reduzido significativamente a produtividade.

Com a proximidade da nova temporada, agricultores apontam avanços no estado fitossanitário das lavouras, o que pode resultar em aumento na quantidade de sacas colhidas. Em diversas regiões produtoras, há relatos de incremento expressivo no volume esperado de produção em comparação com o ciclo anterior.

Entretanto, o otimismo convive com preocupações. O excesso de chuvas em algumas áreas ameaça afetar a produtividade, ao mesmo tempo em que há críticas à distribuição tardia de fungicidas e pesticidas por parte do COCOBOD, o órgão regulador do setor no país. A ausência desses insumos tem potencial para comprometer lavouras inteiras em curto prazo, segundo relatos de campo.

Produtores reconhecidos nacionalmente também projetam metas mais ambiciosas para a próxima safra, com expectativas de crescimento acima de 30% na produção individual. O desempenho, no entanto, dependerá da regularidade climática e da atuação mais eficaz das políticas de apoio ao setor.

Até o momento, o COCOBOD não divulgou uma meta oficial de produção para a temporada 2025/2026, que começa oficialmente em agosto. Na safra atual, os números apontam para um desempenho abaixo do previsto: a meta de 650 mil toneladas deverá ser substituída por um volume real próximo de 590 mil toneladas.

Gana e a Costa do Marfim, responsáveis por mais de 60% da produção mundial de cacau, continuam enfrentando suas piores colheitas em décadas, o que contribui para a pressão sobre a oferta global e mantém os preços da amêndoa em alta nos mercados internacionais.

Fonte: Reuters

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