Os contratos futuros de cacau negociados na ICE Nova York (CCK25) permaneceram próximos às máximas de três semanas, sendo negociados por volta de US$ 9.300 por tonelada. Esse patamar é ligeiramente inferior ao pico de US$ 9.312 alcançado em 12 de maio. A valorização é atribuída à fraqueza do dólar e a preocupações com a oferta da commodity.
No entanto, persistem preocupações sobre a qualidade da safra intermediária da Costa do Marfim, que está sendo colhida. Processadores de cacau relataram a rejeição de caminhões carregados com grãos devido a problemas de qualidade, com 5 a 6% da safra intermediária considerada abaixo do padrão, significativamente superior ao 1% observado durante a safra principal.
Além disso, exportadores estimam que as chegadas de cacau aos portos da Costa do Marfim totalizaram 24.000 toneladas entre 5 e 11 de maio, abaixo das 27.000 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.
Esses fatores indicam que, apesar da recuperação nos preços, o mercado de cacau continua a enfrentar desafios relacionados à qualidade da safra e à oferta global.
