GANA ANUNCIA REAJUSTE NO PREÇO DO CACAU PAGO AOS PRODUTORES, PORÉM É INSUFICIENTE

O governo de Gana planeja implementar um pequeno reajuste no preço mínimo (farmgate) pago aos produtores de cacau, em resposta à valorização recente do cedi frente ao dólar americano. A medida busca equilibrar os ganhos cambiais do país com uma remuneração mais justa ao agricultor, sem pressionar demais o orçamento público. Segundo fontes ouvidas pela […]

O governo de Gana planeja implementar um pequeno reajuste no preço mínimo (farmgate) pago aos produtores de cacau, em resposta à valorização recente do cedi frente ao dólar americano. A medida busca equilibrar os ganhos cambiais do país com uma remuneração mais justa ao agricultor, sem pressionar demais o orçamento público.

Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, a valorização do cedi em mais de 40% nos últimos meses melhorou a capacidade do Estado de repassar parte dos ganhos ao setor produtivo. Entretanto, o aumento será contido, pois a COCOBOD – órgão regulador do cacau em Gana, enfrenta limitações orçamentárias e já vem operando com déficits devido a gastos com subsídios e manutenção de estoques.

A decisão é vista como parte de uma política de estabilidade e responsabilidade fiscal, mesmo diante da pressão dos agricultores por preços mais altos. Atualmente, o país disputa competitividade com a Costa do Marfim, sua vizinha e principal concorrente no mercado global de cacau. Ambos integram a Iniciativa do Cacau da Costa do Marfim-Gana, que busca garantir preços mínimos justos aos produtores.

O aumento, embora discreto, deve ocorrer no início da próxima safra, prevista para outubro, e também visa conter práticas de contrabando para países vizinhos, atraídos por valores de compra mais elevados.

Especialistas observam que, mesmo com preços internacionais ainda elevados, o fortalecimento da moeda local reduziu o montante pago em cedis, justificando a necessidade de ajuste. O governo, no entanto, caminha com cautela para não comprometer os esforços de estabilização econômica adotados em parceria com o Fundo Monetário Internacional.

Fonte: Cacau Hoje com informações de Bloomberg

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