AGORA É A VEZ DO SENADO OUVIR A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PRODUTORES DE CACAU: ENTIDADE LEVA PROPOSTAS URGENTES PARA CONTENÇÃO DA MONILÍASE

A ameaça representada pela Monilíase do Cacaueiro volta ao centro do debate em Brasília. Em audiência pública marcada para o próximo dia 11 de junho, no Senado Federal, a Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) levará um alerta contundente sobre o avanço da doença no território brasileiro e cobrará providências urgentes do governo federal. […]

A ameaça representada pela Monilíase do Cacaueiro volta ao centro do debate em Brasília. Em audiência pública marcada para o próximo dia 11 de junho, no Senado Federal, a Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) levará um alerta contundente sobre o avanço da doença no território brasileiro e cobrará providências urgentes do governo federal.

A audiência, proposta pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), reunirá especialistas, representantes do setor produtivo e autoridades públicas para discutir a rápida expansão da doença fúngica causada pelo Moniliophthora roreri, que já compromete áreas antes consideradas livres de contaminação.

Durante encontro anterior, realizado no Congresso em 20 de maio, a ANPC denunciou o que classificou como abandono das medidas de contenção na região do Alto Solimões, no estado do Amazonas. Segundo a entidade, a ausência de uma resposta efetiva por parte do Ministério da Agricultura tem permitido o avanço descontrolado da praga, elevando o risco de impacto generalizado em plantações de cacau no país.

A Monilíase é considerada uma das principais ameaças fitossanitárias à cacauicultura nacional. A ANPC alerta que, sem uma atuação articulada e célere do poder público, milhares de agricultores familiares e comunidades tradicionais podem sofrer prejuízos severos, com reflexos em toda a cadeia produtiva do cacau e da indústria de chocolates.

Na audiência, a associação apresentará um conjunto de propostas para conter o avanço da doença, fortalecer a produção e garantir a segurança do setor. A expectativa é de que o encontro sirva como ponto de partida para uma resposta nacional integrada, que envolva não apenas o governo federal, mas também estados, municípios e o setor privado.

“A questão já não é mais se a doença vai avançar, mas quando e com que impacto. Precisamos agir agora para evitar um colapso na produção nacional de cacau”, declarou a presidente Vanuza Barroso.

A doença, ainda que localizada em determinadas regiões, representa uma ameaça concreta ao equilíbrio da produção brasileira. Diante disso, os produtores esperam que o Senado assuma protagonismo na articulação de políticas públicas eficazes para conter a Monilíase e preservar um dos pilares da agricultura familiar.

Fonte: Cacau Hoje

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