NESTLÉ ANUNCIA AUMENTO NOS PREÇOS DE CHOCOLATES NOS EUA DEVIDO À ALTA DO CACAU

Em 12 de maio de 2025, a Nestlé informou que, a partir de 23 de junho de 2025, reajustará os preços de diversos produtos à base de chocolate nos Estados Unidos. A decisão abrange itens como biscoitos Toll House, cacau para assar e kits de fudge, refletindo o impacto da elevação dos custos de matérias-primas, […]

Em 12 de maio de 2025, a Nestlé informou que, a partir de 23 de junho de 2025, reajustará os preços de diversos produtos à base de chocolate nos Estados Unidos. A decisão abrange itens como biscoitos Toll House, cacau para assar e kits de fudge, refletindo o impacto da elevação dos custos de matérias-primas, especialmente o cacau.

O preço do cacau atingiu níveis recordes, ultrapassando US$ 10.000 por tonelada, impulsionado por condições climáticas adversas e doenças que afetaram plantações na África Ocidental, principal região produtora da commodity. Apesar de uma recente queda de cerca de 30%, os valores permanecem significativamente acima da média histórica, pressionando os custos industriais.

Diante desse cenário, a Nestlé tentou renegociar contratos com fornecedores, buscando descontos e revisões, mas nem todos os parceiros aceitaram as novas condições. Como resultado, a empresa optou por repassar parte desses custos aos consumidores. Segundo o CEO Laurent Freixe, a companhia está cobrando “o máximo de preço que pudermos para cobrir nossos custos, ao mesmo tempo em que estamos atentos à resposta do consumidor”.

Esse aumento nos preços contribuiu para um crescimento acima do esperado nas receitas da Nestlé no primeiro trimestre de 2025. Entretanto, os produtos derivados de cacau continuam entre os que mais pressionam o orçamento do consumidor. Dados da empresa de pesquisa NIQ indicam que o preço médio unitário do chocolate nos EUA aumentou cerca de 18% em dois anos, atingindo US$ 3,45 por unidade em abril deste ano.

O encarecimento já começa a afetar o comportamento de compra. Enquanto empresas como a Hershey registraram queda de 4,5% no volume de vendas mesmo com alta nos preços, outras, como a Mondelez, têm apostado em estratégias de reconfiguração de portfólio, oferecendo diferentes tamanhos de embalagem para manter preços competitivos.

As mudanças sinalizam um cenário ainda instável para os produtos alimentícios que dependem fortemente de commodities. Mesmo com alívio pontual nos preços de algumas matérias-primas, o ambiente macroeconômico continua desafiador, pressionado por inflação acumulada, flutuações cambiais e políticas comerciais,  como as novas tarifas propostas pelo governo dos EUA.

A confiança do consumidor norte-americano, por exemplo, caiu para o menor patamar em quase cinco anos, segundo indicadores recentes. Em paralelo, a Nestlé, que perdeu participação de mercado em alguns segmentos na América do Norte, promete ajustar sua atuação, buscando maior eficiência e revisão de portfólio para reconquistar competitividade.

Fonte: Cacau Hoje com informações de Foodbiz

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