CARGA DE AMÊNDOAS DE CACAU SEM DOCUMENTAÇÃO É DESTRUÍDA EM JURUTI

Um total de 200 kg de amêndoas de cacau, transportadas irregularmente, foi incinerado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) no Terminal Hidroviário de Juruti, região do Baixo Amazonas. A carga, proveniente de Parintins (AM), foi encontrada no último domingo em uma embarcação, armazenada em sacarias fora do padrão e sem a […]

Um total de 200 kg de amêndoas de cacau, transportadas irregularmente, foi incinerado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) no Terminal Hidroviário de Juruti, região do Baixo Amazonas. A carga, proveniente de Parintins (AM), foi encontrada no último domingo em uma embarcação, armazenada em sacarias fora do padrão e sem a documentação exigida.

De acordo com o decreto estadual nº 3.954/2024, é proibido o trânsito, a entrada e o comércio de materiais vegetais de cacau, cupuaçu e outras plantas hospedeiras do fungo causador da Monilíase, oriundos de estados onde a praga está presente. Como o responsável pelo transporte não apresentou a documentação obrigatória, a carga foi apreendida e destruída.

“O trabalho de fiscalização preserva nossa produção agrícola contra o risco de entrada de pragas e doenças”, explicou Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará. Ele destacou que o posto de fiscalização em Juruti foi montado especificamente para conter a monilíase no Pará.

Segundo Mário Ferreira, engenheiro agrônomo da Unidade Local de Sanidade Agropecuária (Ulsa) de Juruti, o ingresso de amêndoas fermentadas e secas no Pará, vindas de áreas com ocorrência da doença, só é permitido mediante apresentação de certificado de classificação e nota fiscal das sacarias.

As ações de controle da Monilíase pela Adepará envolvem fiscalização em propriedades cadastradas, atividades de educação fitossanitária e vigilância no trânsito agropecuário, tanto em postos fixos quanto móveis.

Durante a abordagem, o proprietário da carga afirmou que as amêndoas foram adquiridas de um produtor em Faro e embarcadas em Parintins, considerada área de risco. No entanto, ele não possuía documentos que comprovassem a origem da mercadoria, conforme relatou Jakson Queiroz, agente fiscal agropecuário.

Após avaliação fitossanitária, a carga foi incinerada devido ao alto risco que representava para a cadeia produtiva do cacau no Pará. A operação foi coordenada pela gerente da Ulsa, Perla Guedes, com apoio do engenheiro agrônomo Mário Ferreira e do agente fiscal Jakson Queiroz.

Sobre a Monilíase

A Monilíase é uma doença fúngica que afeta exclusivamente os frutos do cacau e do cupuaçu. Seus principais sinais são o surgimento de um pó branco nos frutos — esporos que se espalham facilmente pelo vento ou por transporte humano — além de inchaço, manchas marrons, apodrecimento interno e mumificação dos frutos.

Educação Fitossanitária

Como parte da estratégia de prevenção, a Adepará tem realizado campanhas de conscientização nas áreas de risco, especialmente no Baixo Amazonas. Em 2023, a Caravana da Monilíase passou por Tomé-Açu, e em 2024, foi a vez de Juruti receber ações educativas. Técnicos capacitados realizaram atividades de sensibilização nas comunidades rurais, orientando os moradores a não transportar frutos de cacau e cupuaçu entre regiões.

Fonte: Agência Pará

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