OFERTA LIMITADA DE CACAU ELEVA PREÇOS EM NOVA YORK EM 10%

O início da safra intermediária na Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, trouxe pessimismo aos investidores. O receio de um déficit na produção voltou a pressionar o mercado em Nova York, fazendo o preço da commodity disparar. Nesta quarta-feira (2/4), os contratos para julho – os mais ativos – registraram alta de 10,46%, […]

O início da safra intermediária na Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, trouxe pessimismo aos investidores. O receio de um déficit na produção voltou a pressionar o mercado em Nova York, fazendo o preço da commodity disparar. Nesta quarta-feira (2/4), os contratos para julho – os mais ativos – registraram alta de 10,46%, alcançando US$ 9.021 por tonelada. No dia anterior, a valorização já havia sido superior a 3%.

“De certa forma, essa nova disparada nos preços era prevista, considerando que as projeções para a safra intermediária na Costa do Marfim são desfavoráveis. A seca em 2024 afetou severamente o cultivo, e dados oficiais locais apontam que a produção pode ficar abaixo de 300 mil toneladas, o que representaria a pior safra intermediária em uma década”, explica Rafael Borges Machado, analista de inteligência de mercado da StoneX.

Diante dessa expectativa para a safra de abril a setembro, a produção total no país poderá cair para menos de 1,80 milhão de toneladas. Esse volume comprometeria a projeção de superávit global de 142 mil toneladas, feita pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) em fevereiro.

“Com essa perspectiva de menor oferta, vários exportadores já indicam que as entregas de cacau devem diminuir até junho. Assim, o cenário de oferta apertada pode se prolongar ainda mais”, acrescenta Machado.

Fonte: Globo Rural

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